(11) 3726-4220 – seg. a sex., 9h às 18h

Peça ajuda

Doe agora

Como participar

Mãe da pequena Madalena, de três anos de idade, a cantora Pitty revela os desafios que enfrenta na criação feminista de uma menina. Em entrevista à revista Marie Claire, a baiana afirma ter encontrado uma ferramenta valiosa nessa caminhada: o diálogo.

Pitty diz que, entre conversas e brincadeiras, procura estimular a filha a ver outras possibilidades além da história clássica da princesa que é salva pelo príncipe.

“Outro dia eu estava conversando com meu marido e ele perguntou por que eu fico mudando umas partes da história de uma princesa que ficava lá morta esperando um beijo. Eu falei ‘cara, porque não sei se essa imagem é tão legal’. Eu li o conteúdo que estava no livro e perguntei pra minha filha: você gostaria de ser essa pessoa? Ela disse ‘eu não, ficar ali deitada paradona?”, ri a cantora.

Para a artista, o principal é fazer a criança pensar sobre conceitos que os adultos nunca questionam: “Na verdade eu deixo que ela pense sobre essas coisas que são construídas. Tem noção que a gente escuta essas histórias e esses exemplos desde que se entende por gente? Nossa geração ouviu isso e fica tudo introjetado”, explica.

A roqueira conta que Madelena já demonstra sua personalidade forte, e “vontade própria até demais”. Mas a mãe acha até bom:

“Eu deixo ela muito livre para escolher as coisas que fazem bem pra ela, que ela se sente confortável, independente do estereótipo de gênero. Porque eu também não sei o que ela vai querer ser quando crescer, o que ela é de fato. Então, tem que deixar a vida correr livremente.”

 

 

 

Fonte: Universa