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A Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar (PM), foi implantada em Gurupi, município do sul do Tocantins, para auxiliar o combate à violência contra a mulher. O trabalho especial, que já era realizado em Palmas, é inédito no interior do Tocantins. Mulheres com medidas protetivas podem denunciar aproximação dos ex-companheiros através de um número fornecido pela PM.

A implantação ocorreu após feminicídios serem registrados na cidade. Só neste ano, 314 denúncias de violência domésticas foram feitas e mais de 100 suspeitos foram presos.

O reforço da Patrulha começou há um mês e já acompanha 17 mulheres. Para ajudar quem passa por traumas, viaturas com policiais treinados para este tipo de atendimento são responsáveis pelo apoio às vítimas.

A Patrulha Maria da Penha é realizada em conjunto com a PM e Poder Judiciário e atende especificamente mulheres que têm medidas protetivas autorizadas pela Justiça. Qualquer sinal de descumprimento e aproximação do suspeito, a vítima pode ligar para um celular e esperar que os policiais cheguem rapidamente.

“Vai ser fornecido um número específico,ela faz o contato e a patrulha vai estar indo ao local verificar o que o autor está fazendo e as medidas cabíveis que são possíveis ali. Agora se ela de maneira nenhuma conseguir, se o camarada tomou o celular dela, liga no 190 dizendo que está sendo acompanhada e que está ocorrendo a agressão naquele momento que, imediatamente, a viatura para o atendimento”, explicou o major Freitas.

Além disso, visitas são realizadas nas casas das vítimas. Uma militar é responsável pelo contato com as mulheres. A policial Dulcinéia Soares acredita que assim as vítimas se sentem mais a vontade. “É uma situação muito íntima, então ela vai se sentir mais a vontade para contar os detalhes de como foi a agressão, de tudo que ela passou, para uma mulher, do que somente para uma dupla de homens”, disse a militar.

Atualmente existem mais de 120 medidas protetivas autorizadas pela Justiça. “Se o autor tem certeza que vai ser punido pelo que ele fez, ele vai dissuadí-lo”. Depois da agressão ele [agressor] vai receber uma mensagem da Polícia Militar”, explicou o juíz da Vara da Mulher, Aldemar Alves.

As mulheres da cidade se sentem mais aliviadas com a implantação da novidade. “É uma medida eficaz. O homem vai ficar com medo porque vai saber que tem esse trabalho para proteger a mulher”, disse uma moradora.

“É uma forma protetiva muito boa em relação a esses casos de feminicídio. Porque muitas vezes as mulheres têm medo e com isso elas podem ficar mais livres para poder denunciar”, disse Ana Carolina Pereira, que é técnica em laboratório.

Fonte: G1 Tocantins.