Por Esmeralda Santos
“Não era coisa de menina cantar rap”, era o que a rapper Stefanie Ramos ouvia quando decidiu começar sua trajetória nessa cultura. A história dela com a música é longa, e vem do berço familiar. “Meus tios tocavam na bateria de uma escola de samba, onde meu pai tinha uma ala e meu avô era vice-presidente. Meu irmão era DJ”.
Influenciada por Cris SNJ, Dina Dee, Nina Brown e muitas outras mulheres que já atuavam nessa cultura nos anos 90, os eventos de rap a permitiram conhecer outros elementos da arte que circulava intensamente pelas periferias.
“Vi uma apresentação de um grupo na época e me identifiquei com a maneiras que eles rimavam, daí eu passei a ficar canetando algumas rimas em casa, mas sem pretensão de cantar”, conta ela, que hoje é uma das principais vozes femininas dentro do rap. “O tempo foi me mostrando que o hip hop fazia parte da minha vida e cá estou”.

