De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 15 milhões de meninas e adolescentes no mundo foram submetidas a uma relação sexual sem consentimento em algum momento de suas vidas. O estupro, infelizmente, coloca todas as mulheres em situação de vulnerabilidade, causando danos alarmantes na vida das vítimas.
É o caso da cantora Duffy, que teve sua carreira interrompida por um cruel episódio de abuso sexual. Em sua conta no Instagram, ela fez um desabafo explicando o motivo por ter desaparecido da mídia nos últimos anos. “Bem, não sei ao certo porque agora é a hora certa, e porque é emocionante e libertador para eu falar”, escreveu. A estrela deu continuidade ao relato: “a verdade é que, por favor, confiem em mim. Estou bem e segura agora, fui estuprada, drogada e mantida em cativeiro por alguns dias”, desabafou.
Assim como Duffy, o silêncio e o afastamento das atividades, como trabalho e estudo, são reações inconscientes que algumas vítimas têm. “Eu não queria mostrar ao mundo a tristeza nos meus olhos. Me perguntei, como posso cantar com o meu coração se ele está quebrado? E lentamente ele foi se colando”, explicou a responsável pelo single Mercy e vencedora do Grammy de Melhor Álbum Pop pelo disco Rockferry, em 2009.
Pouco a pouco, a cantora foi superando suas limitações após o episódio traumático. “A recuperação levou tempo. Não há uma maneira clara de dizer isso. Mas posso dizer-lhes, na última década, os milhares e milhares de dias que me comprometi a querer sentir o sol novamente em meu coração, o sol agora brilha”, comentou.
Ao final do desabafo, Duffy encerrou informou aos fãs que divulgará uma entrevista para contar em que situação aconteceu o abuso. O intuito da estrela é estreitar o laço com os fãs, principalmente ajudando outras mulheres que também foram vítimas de violência sexual. “Se vocês tiverem alguma dúvida, gostaria de respondê-las na entrevista falada, se eu puder. Eu tenho um amor sagrado e sincero apreço pela bondade de vocês ao longo dos anos. Vocês foram meus amigos”, finalizou.
A psicóloga acredita que ao tornar público casos como esses a cantora auxilia outras mulheres por meio da identificação e informação, já que a mesma se apresenta de uma forma humana, mostrando que também tem seus receios e buscando força no coletivo. “A gente tem uma desinformação em relação à violência, principalmente com as que não deixam marcas. Falar é muito importante, por isso o processo de terapia auxilia no processo de entendimento”, afirma Mariana.
Fonte: Claudia

