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A Câmara dos Deputados vive um dia histórico nesta sexta (1): 77 mulheres para tomam posse de seus cargos e compõe, a partir de então, a maior bancada feminina que a casa já teve.

Elas corresponderão a 15% da composição parlamentar da instituição, que tem 513 assentos.

Nas eleições de 2014, o percentual alcançado pelas mulheres eram de 10% das vagas da casa, quando 51 deputadas conquistaram seus mandatos, segundo dados da Câmara dos Deputados.

Em 1986, na sua primeira composição após a redemocratização, a Câmara tinha 29 deputadas.

Apesar do crescimento da representatividade feminina, o número de mulheres que ocupam o cargo ainda é inferior ao mínimo de candidaturas femininas estipulado por lei, de 30%, e à proporção de mulheres na população do país, de 51%.

Três estados ainda não elegeram mulheres para a Câmara: Amazonas, Maranhão e Sergipe.

QUEM SÃO AS MULHERES QUE TOMAM POSSE?

O estado de São Paulo elegeu o maior número de mulheres, com 11 deputadas, segundo a Agência Brasil. A mais bem votada foi a cientista política Tábata Amaral (PDT), integrante do movimento político suprapartidário Acredito, eleita com 264.450.

Proporcionalmente, no entanto, o Distrito Federal saiu à frente: das oito vagas que possui na Câmara, cinco serão ocupadas por deputadas. As três primeiras colocadas na votação são mulheres: Flavia Arruda (PR), Bia Kicis (PRP) e Erika Kokay (PT), a única reeleita. Além delas, também tomam posse hoje Paula Belmonte (PPS) e Celina Leão (PP).

A mais jovem deputada a ocupar um assento da casa nesta sexta-feira é também uma mulher, a estudante de Direito Luiza Canziani (PTB-PR), 22 anos. Reeleita, Luiza Erundina inicia seu sexto mandato aos 84 anos, como a parlamentar mais idosa da Câmara.

Confira aqui a lista completa das novas deputadas brasileiras.

AS MULHERES NO SENADO

No Senado, no entanto, a representatividade feminina caiu: 12 mulheres tomam posse também nesta sexta-feira (1), ocupando 14,8% dos 81 lugares da bancada. Em 2018, no entanto, o país tinha 13 senadoras.

Como o mandato de um senador dura 8 anos, apenas 54 cadeiras da instituição foram disputadas nas últimas eleições. Sete delas foram conquistadas por novas senadoras: Leila do Vôlei (PSB-DF), Eliziane Gama (PPS-MA), Juíza Selma Arruda (PSL-MT), Soraya Thronicke (PSL-MS), Dra. Zenaide Maia (PHS-RN), Mara Gabrili (PSDB-SP) e Daniella Ribeiro (PP-PB).

Delas, ao menos cinco se elegeram com o combate à violência contra a mulher em pauta. Leia aqui quais são as expectativas das senadoras em relação ao novo governo do presidente Jair Bolsonaro.

Em 2019, no entanto, a casa recebe seu primeiro parlamentar que se identifica como LGBT: Fabiano Contarato (Rede-ES). Em relação à representatividade étnica, 77% dos 81 senadores se declararam brancos, 18,5% se declararam pardos e 3,7% se declararam pretos, segundo dados do Senado e do Tribunal Superior Eleitoral.

 

FONTE: UNIVERSA